Clean de Olivier Assayas

"Clean" tinha tudo para ser uma obra-prima dramática, uma actriz principal espectacularmente bem escolhida: não é todos os dias que vemos Maggie Cheung falar três línguas e ser a cabeça de cartaz de um filme. O que é certo é que Olivier Assayas escreveu um argumento demasiado centralizado na personagem de Emily (Cheung).
Emily vive das drogas e é fraca de espírito; após perder o seu noivo que morrera de overdose, é presa por posse e consumo de cocaína. Sendo uma cantora falhada e vivendo completamente no azar, Emily, sai da prisão e vai de encontro aos pais de Lee, seu falecido noivo (James Johnston) que ficaram a cuidar do seu único filho, Jay (James Dennis). Aqui começa a luta de uma mãe em tentar adaptar-se a um mundo sem droga e acima de tudo aproveitar a boa generosidade dos avós da criança para que possa demonstrar o quanto está disposta a tomar conta do seu filho.
Assayas deveria ter tido um certo cuidado na maneira como retrata a vida de Emily Wang, apesar de a personagem ser bem explorada, envolve-se num argumento confuso. Há pouca profundidade dos personagens secundários e da relação com a principal. Mas é de louvar a boa selecção de Cheung para este papel, que se torna o melhor da sua carreira. Quanto a Nick Nolte, no papel do ternurento e justo avô, não há palavras. O que poderia haver era um desenrolar mais interessante da história da personagem e da luta pela vida.
O Melhor: Maggie Cheung e Nick Nolte.
O Pior: Um argumento confuso e atabalhoado. A pouca conecção de personagens secundárias com a principal.
Classificação: ***

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